Atualmente o conceito de consumo está umbilicalmente ligado à economia.
Consumir é, antes de tudo, comprar, despender parcela econômica de capital para
adquiri uma coisa. E isso faz girar a economia. Quanto mais se consome mais
renda há. Mais o dinheiro circula, criando empregos e renda.
Sob o signo do progresso técnico, em menos de um século, o mundo
define-se pela globalização da produção, dos mercados e das culturas que
suprime as antigas regionalidades e a identidade cultural das suas
civilizações, acarretando a desarrumação sócio-ambiental conhecida.
O papel do consumo, como elemento em torno do qual são construídas as
identidades sociais na realidade contemporânea, tem sido ressaltado por vários
pensadores e pesquisadores das ciências humanas. O sociólogo inglês Mike
Featherstone (1995) argumenta que as diferenças entre classes e grupos sociais
são cada vez mais vivenciadas enquanto diferenças entre estilos de vida
construídos a partir do consumo de mercadorias específicas.
Segundo Featherstone, o consumo não pode mais ser visto a partir de uma
perspectiva exclusivamente econômica; ele possui uma dimensão cultural. Por
outro lado, a cultura, ou seja, os mecanismos de construção das identidades
sociais, não podem ser mais pensados separadamente da dimensão econômica.
Sendo assim, a sociedade contemporânea estaria fortemente marcada pela
existência de uma cultura consumo em escala mundial.
A pensadora Beatriz Sarlo (1997) postula que a valorização do consumo na
sociedade contemporânea está relacionada à ideia de ser jovem. A cultura
juvenil de consumo é, ao mesmo tempo, “tribal” e universal. A sociedade
trabalha com o pressuposto de que os jovens são um grupo social à parte, com
estilos de vida próprios, e simultaneamente vende a ideia de que todos podem
ser jovens, desde consumam as mercadorias adequadas; um componente fundamental
da cultura de consumo é a crença de que as pessoas podem escolher os seus
estilos de vida livremente, pois o mercado garantiria a liberdade individual.
O
verdadeiro consumidor deve estar sempre aberto às novidades oferecidas pelo
mercado, deve ser livre para mudar, deve comportar-se como um jovem cuja
identidade não está estabelecida. Ex: Coca-Cola,
McDonald’s, Jeans, Moda, etc.
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