sexta-feira, 6 de junho de 2014

Causas e efeitos do consumismo

Nos dias de hoje em que as pessoas querem cada vez mais, o consumismo exagerado destaca-se como sendo uma das principais consequências da chegada dos tempos modernos ao redor do mundo, trazendo consigo novos problemas, entre os mais falados estão a dependência material e doenças graves como a depressão.
Pode-se afirmar que o principal responsável por esse problema é o regime capitalista presente em vários países que aliena as pessoas por meio de propagandas e anúncios repetitivos a fim de convencer certa população a comprar produtos. Aparentemente inofensivo esse sistema consegue atrair bilhões de pessoas diariamente, tendo assim grande impacto não só nacional, mas global.
Mas o que poucos sabem é que na verdade o consumismo acaba proporcionando um falso sentimento de felicidade, devido principalmente ao fato dessa alienação provinda dos meios de comunicação passar ao seu consumidor uma necessidade falsa de certo produto, que ao ser adquirido passará a pessoa uma felicidade passageira, um sentimento de dever cumprido pelo feito, mas a verdade é que ela caiu na armadilha do regime, e uma hora essa felicidade dará lugar ao desejo por outra coisa, e assim sucessivamente, ou seja, não importa quanto compre, ela nunca estará satisfeita completamente. Quando chega-se ao ponto em que a pessoa começa a comprar coisas desnecessárias para ela frequentemente, dizemos que ela adquiriu a dependência material, que é um grande desejo por bens materiais, e que caso venha a se agravar poderá chegar um dia em que essa pessoa se tornará escrava do regime, quando não se terá mais controle sobre as suas ações e passará a agir conforme as regras do capitalismo, oque quase sempre leva a depressão.
O modo mais eficaz de resolver esse problema, porém não tão simples, seria através da conscientização das pessoas de que esse pensamento capitalista de que só é possível ser feliz consumindo é errado e que pesquisem detalhadamente sobre o que querem antes de comprar, já que isso pode não ser um desejo pessoal, mas o regime tentando atrair mais vítimas à sua armadilha.

Conclusão

Para não fazer parte do famoso "ciclo capitalista" onde o foco é o ato de comprar e comprar, você precisa saber que o ato de consumir, necessita-se ser inteligente, consciente, sustentável. . Para ser um consumidor consciente, você deve comprar um produto sabendo a marca, sabendo a origem do mesmo.. Por exemplo, ao comprar uma camiseta, de marca X, você estará apoiando a mesma, sem saber ao menos de onde ela vem, qual seu fabricante, qual a sua verdadeira origem; é necessário se informar se o produto não agride a natureza, se ele tem uma durabilidade maior. Fazer parte do ciclo capitalista, só nos leva ao "fundo do poço". 
                                                                                                     Brunna Bonomo, N° 08

O ato de consumir está presente em nossas vidas desde sempre e diariamente, porém com os avanços tecnológicos, crescimento de cidades e novas gerações cada vez mais preocupadas em ter e estar atualizado na moda, o consumismo nasceu. Este é desnecessário, pois as pessoas compram coisas sem necessidade, só para ter, onde a qualidade do produto não é levada em conta, nem os problemas que sua produção trazem a natureza e tudo isso por um preço muito alto.
A melhor forma de não contribuir para esse ciclo capitalista onde o importante é comprar, é ser consciente optando por produtos que não terão duração curta e ficando atento ao tipo de produção da empresa em questão; se ela não agride tanto a natureza, se faz reciclagem e se não prática a obsolescência programada. Dessa forma, diminui-se a quantidade de materiais que provavelmente poluiriam os recursos naturais.
Thalita Olympio, n°36

                Desde o surgimento do consumo que se iniciou juntamente com o capitalismo, a sociedade vem enfrentando problemas. O consumo faz com que a economia gire e o dinheiro circule, no entanto, desde sua aparição o mesmo deu origem ao “consumismo”. Este, por sua vez, é o ato de consumir produtos exageradamente e sem necessidade. Em alguns casos, ele pode ser até considerado uma doença.
            Os consumistas, ao comprarem seus produtos exageradamente, fazem com que mais matérias-primas sejam extraídas para a produção, uma vez que a demanda é muito grande. Por isso, o consumo excessivo acarreta danos à natureza e, também ao meio ambiente.
            Desse modo, surgiu-se duas modalidades de consumo: o consumo inteligente e o consumo sustentável. O primeiro visa consumir apenas o necessário e com duração maior. Já o segundo, agredir menos a natureza. Portanto, quem passa a utilizar suas medidas torna-se um consumidor inteligente e sustentável.
             Thais Lima, n° 34     
        
              
              

Dicas para se tornar um consumidor sustentável

- Fazer a reciclagem de lixo material (plástico, metais, papéis).
- Realizar compostagem, transformando resíduos orgânicos em adubo;
- Diminuir o consumo de energia:  tomar banhos rápidos, desligar luzes de cômodos que não tem pessoas, optar por aparelhos de baixo consumo de energia;
- Levar sacolas ecológicas ao supermercado, não utilizando as sacolas plásticas oferecidas;
- Urinar durante o banho: desta forma é possível economizar água da descarga do vaso sanitário;
- Diminuir a impressão de documentos e utilizar papel reciclável;
- Trocar o transporte individual por coletivo ou bicicleta. Outra solução é optar por carros híbridos.
- Não descartar óleo de frituras na pia da cozinha;
- Optar, quando possível, pelo consumo de frutas, verduras e legumes orgânicos;
- Comprar móveis de madeira certificada;
- Usar lâmpadas eletrônicas ou LED, pois consomem menos energia elétrica do que as incandescentes;
- Utilizar aquecedores solares dentro de casa, pois diminuem o consumo de energia elétrica.

Consumo sustentável

O consumo sustentável é um conjunto de práticas relacionadas à aquisição de produtos e serviços que visam diminuir ou até mesmo eliminar os impactos ao meio ambiente. São atitudes positivas que preservam os recursos naturais, mantendo o equilíbrio ecológico em nosso planeta. Estas práticas estão relacionadas à diminuição da poluição, incentivo à reciclagem e eliminação do desperdício. Através delas poderemos, um dia, atingir o sonhado desenvolvimento sustentável do nosso planeta
A ideia de consumo sustentável é a de promover a reflexão dos hábitos de consumo da população, despertando a consciência ecológica. Nesse sentido, o consumidor deve adquirir somente o que for necessário para suprir suas necessidades básicas de sobrevivência, evitando, portanto, a aquisição de produtos supérfluos e o desperdício, contribuindo dessa forma para a preservação ambiental.
Esse é um dos principais elementos para se atingir o desenvolvimento sustentável, proporcionando recursos naturais em quantidade e qualidade às futuras gerações. Portanto, é essencial que seja evitado o desperdício, sendo necessário colocar em prática a Política dos 3 R’s (Reduzir, Reutilizar e Reciclar), além de adquirir produtos de qualidade.

Dicas para se tornar um consumidor inteligente

Para se tornar um consumidor consciente faça essas seis perguntas antes de comprar um produto:
1. Por que comprar? – Pergunte-se, antes da compra, se você realmente precisa do produto ou se está sendo estimulado por propagandas ou impulso do momento, que podem levá-lo a comprar mais do que necessita ou pode comprar. É importante lembrar os limites planetários e o que realmente é importante na vida de cada um. Isso muitas vezes vai significar “ter” algo não material no lugar do material, como dedicar mais tempo a atividades com a família e os amigos.
2. O que comprar? – É neste momento que definimos qual produto queremos comprar, ao analisar o que as opções disponíveis oferecem e escolhendo as características que realmente atendem às nossas necessidades. Atributos demais que nunca serão usados são puro desperdício. Busca-se definir também a qualidade e durabilidade do produto, suas características de segurança no uso e outros critérios que permitam selecionar sua escolha.
3. Como comprar? – Devo comprar à vista ou a prazo? Conseguirei manter as prestações pagas em dia? Vou comprar perto ou longe de casa? Como vou buscar e levar minhas compras? De carro, ônibus, bicicleta, a pé? Em sacolas plásticas, sacolas duráveis, caixas de papelão? Fazer compras de bicicletas no final de semana com a família pode ser divertido e uma ótima experiência para todos.
4. De quem comprar? – Ao escolher a empresa fabricante do produto a ser comprado, é importante considerar as características de produção, o cuidado no uso dos recursos naturais, o tratamento e a valorização dos funcionários, o cuidado com a comunidade e a contribuição para a economia local. Assim, o consumidor pode reconhecer com suas escolhas as empresas que melhor cuidam da sociedade e do planeta, além de atender às características definidas na etapa “o que comprar?”.
5. Como usar? – É essencial encontrarmos formas de usar de maneira consciente os produtos e serviços adquiridos de modo a evitar a troca sucessiva de itens sempre que algo novo surge no mercado ou entra na moda. Alguns exemplos: ser cuidadoso no uso, usar os produtos até o final da sua vida útil, consertá-los se quebrarem antes de pensar em comprar um novo, desligar aparelhos eletrônicos quando não estão em uso e usar apenas a água necessária nas diversas atividades domésticas.
6. Como descartar? – É o momento de se perguntar se o que se quer descartar não tem mais nenhuma utilidade, seja para você ou para outras pessoas. Caixas e embalagens podem se transformar em brinquedos para as crianças, e roupas antigas com nova costura, móveis reformados e eletrodomésticos consertados podem ser doados ou trocados. Quando realmente não houver novos usos para o produto, deve-se descartar os resíduos de maneira correta, buscando enviar o que for possível para a reciclagem. E sempre lembrar que não existe “jogar fora”: o “fora” é o nosso planeta, onde todos vivemos.

Consumo inteligente

O consumo inteligente  nada mais é do que consumir de forma responsável, pensando nas conseqüências de seus atos de compra sobre a qualidade de vida no planeta e na vida das futuras gerações.Parece complicado? Mas não é. Trata-se de parar para pensar se você realmente precisa daquilo que está comprando se talvez, não haja um produto durável que você possa usar no lugar dos descartáveis e, em um nível um pouco mais elevado, se aquela empresa da qual você está comprando merece o seu apoio. Essa maneira de pensar tenta desfazer a triste realidade do consumo desenfreado onde o que importa é apenas o quanto se produz, vende e compra e não o como.
Quando vai ao supermercado, por exemplo, você é do tipo de pessoa que gosta de fazer uma compra enorme para o mês todo, mas que no final das contas acaba sempre jogando alguma coisa fora? Com que freqüência você costuma reformar roupas e sapatos ou doá-los a instituições de caridade? E seu celular? Você troca-o sempre que sai um novo ou só quando é necessário? E quando precisa descartar algo, você simplesmente joga no lixo ou procura separar os materiais recicláveis? Se você nunca se preocupou com estas questões então talvez nunca tenha praticado o consumo inteligente, mas nunca é tarde para se começar.
A humanidade toda já consome cerca de 25% a mais de recursos naturais do que a terra é capaz de repor. E com a população e consumo cada vez maiores, o problema só tende a se agravar agravando também, problemas como a falta de água potável, a poluição e a desigualdade social se não mudarmos rapidamente a nossa maneira de encarar o consumo.
Nós como consumidores temos o poder de mudar a maneira de agir das empresas e mudar essas previsões. Como? Tudo o que as empresas fazem é com o intuito de conquistar você consumidor. Quando você compra o produto de uma empresa está ajudando ela a se fortalecer no mercado e apoiando a sua maneira de agir e produzir. Assim, quando você passa a escolher de quais empresas comprar, ou seja, quais empresas você quer ajudar a fortalecer, baseado na conduta ética e sócio-ambiental dela, escolhendo apenas empresas responsáveis, você estará ajudando a tirar do mercado as empresas que fazem errado e apoiando aquelas que contribuem com o desenvolvimento sustentável. 
Mas não é só na hora de comprar que o consumidor deve mostrar que é inteligente. Procure comprar somente aquilo de que realmente necessita, assim você ajuda a diminuir a demanda por recursos naturais. Ao consumir faça com que os produtos durem mais e, ao descartar, procure separar os materiais recicláveis e destiná-los da forma correta.
Ou, em outras palavras, de acordo com o lema do Instituto AKATU para o Consumo Inteligente: “Consuma sem consumir o mundo em que você vive”.

Histórico do consumismo

O Consumismo tem seu início junto ao início do capitalismo, que se deu durante a baixa idade média, por consequência da queda do feudalismo e mudança em massa da população para os centros urbanos. Com isso, o governo europeu inicia sua fase de mercantilismo e absolutismo, em busca de pedras preciosas como prata e ouro. Com essa nova conduta dos governantes, a classe beneficiada foi a dos burgueses - classe que tinha o poder sobre os meios de produção -. Essa classe passa a se rebelar contra o poder do rei, resultando na queda do sistema absolutista, que teve por consequências as Revoluções Francesa e Inglesa.

Após algum tempo, com a Revolução Industrial, a produção sofre um grande crescimento, gerando lucro e acumulo de capital para a classe burguesa. A classe burguesa, com todo o poder obtido a partir desse lucro e capital acumulado, começa a governar a Europa Ocidental, superando as tradicionais políticas de aristocracia, e assim o capitalismo começa a se expandir.


Na medida em que os burgueses queriam acumular mais e mais capital, eles tinham que vender seu próprio produto. Como já existia concorrência, as empresas tinham que provar (ou enganar) que seu produto era melhor que o do outro, fazendo uso da propaganda. A propaganda tem o objetivo de influenciar o povo, fazendo que ele compre certo tipo de produto, e desse modo, a propaganda começa a criar um conceito de que comprar é bom, e que comprar mais é melhor ainda. Desse modo, a população começa a sentir um falso sentimento de realização pessoal ao comprar, mas esse sentimento logo se acaba, fazendo com que a pessoa sinta o impulso de comprar mais, para continuar se sentindo bem. Surge então o Consumismo